segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Do outro lado do mundo!

Dolce_viaggio estréia “do outro lado do mundo”, a quase 15 mil quilômetros e 22 horas de voo do Brasil. Um dos países mais singulares do mundo, exclusivo, diferente e que gera muita curiosidade de nós brasileiros. Acompanhamos nossa viajante Kellyn Colpo em sua viagem à Índia, ou oficialmente, República da índia, um país da Ásia Meridional.

Kellyn conta que foi realizar um intercâmbio de novas gerações pelo Rotary Club International, entre agosto e dezembro de 2016. A escolha desse país não foi por acaso “Escolhi a Índia por vários motivos, por ter um choque cultural muito maior do que países da Europa, por exemplo. E dentro do meu programa de intercambio eu fiz trabalho voluntário e estágio na minha profissão que é Design de Moda, outro motivo para escolher a Índia que é muito rica em tecidos.” 

                         Kellyn usando o blazer do Rotary, marca registrada dos intercambistas



Família indiana com a qual Kellyn morou na cidade de Pune, a quase 1.500 quilômetros da capital Nova Déli, mas bem próxima a Mumbai. Ela conta que a família também faz parte do Rotary, tem um nível social mais elevado e já havia viajado para vários países e conhecido diferentes culturas. Era uma família tradicional indiana, “Eu não podia preparar carne de gado ou porco em casa, caso quisesse e encontrasse, teria que comer fora de casa.” Kellyn conta que a sua “irmã” – à direita na foto – já estava se preparando para casar, o que acontece entre os 23 e 25 anos e que praticamente todos os casamentos são arranjados. 

Segundo ela, a família indiana é muito protetora e, nos primeiros momentos da viagem, ela tinha que pedir autorização para sair e dizer aonde iria. Kellyn conta que essa superproteção acontece porque o casamento é arranjado, depois que a mulher casa, é tradição ela morar com a família do marido, o homem nunca sai de casa, continua morando com os pais. Normalmente, as casas são grandes e lá moram os pais, os noivos, filhos e assim segue. É raro encontrar um casal morando sozinho.

Kellyn conta que no tempo livre, aproveitou para visitar importantes pontos turísticos indianos, como a capital, o Taj Mahal e cidade de Dalai Lama. Nestas fotos, ela está no norte do país, onde ficou por 20 dias.

             Na foto, Kellyn está em Mcloud Ganj, cidade do Dalai Lama, lugar de cultura tibetana

                Em Agra, visitando o Taj Mahal, um dos mais impressionantes pontos turísticos do mundo

                                                           Jaipur, Estado do Rajastão

               Já no sul do país, ela viajou por 15 dias e foi onde viu os elefantes pela primeira vez.


                                       Templo de Lord Shiva, sul da India

                                         Pagoda Templo, perto de Mumbai

Ela conta que é tranquilo viajar de transporte público “sem problema algum, claro, com algumas precauções, principalmente para as mulheres, mas você pode andar sozinha na Índia”. Ela diz que a estrutura de transporte é algo incrível, pois há ônibus e trens para qualquer lugar a qualquer hora, há acesso fácil. Também há proteção as mulheres, com vagão de trem só para elas. “O governo indiano é muito organizado em questão de transporte devido à grande população do país.”

Kellyn conta que o lado ruim é o machismo e o fato da mulher ser muito submissa, mas isso tem mudado. “A mulher começou, na última década, a sair de casa, poder morar em outro país, estudar fora, a ser mais independente”.  Ela diz que boa parte dos jovens acredita que este sistema da mulher ser submissa e a família arranjar um noivo, é correto.  Essa submissão foi um choque para mim, já que sou muito independente, saí de casa aos 16 anos, comprei minha casa. Foi difícil conviver em um lugar onde eu tinha que dar satisfação de qualquer coisa que fizesse, sempre saia com roupas indianas, lenço no rosto e eu já chamava mais a atenção pelo fato de ser branca, conta ela.

Este intercâmbio me deu a oportunidade de conhecer muitas pessoas bacanas, ajudar crianças pobres, acompanhar projetos sociais e ver a Índia com outros olhos. Simplesmente sou apaixonada pela Índia, finaliza Kellyn.

Perfil da Índia

País: República da índia
Localização: Ásia Meridional
Moeda: Rupia Indiana
População: 1 bilhão e 200 milhões de habitantes
Principal religião: Hinduísmo (cerca de 80% da população)
Idioma: Há mais de 400, 21 línguas oficiais, mas os principais são Hindu e Língua Inglesa
Fonte: https://india.gov.in/

Finalizamos aqui este breve perfil da viagem da Kellyn. Fique atento aos nossos próximos destinos! Boa viagem!

Por Cássio Felipe Rogalski




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