sábado, 21 de janeiro de 2017

Desejo que você realize todos os seus destinos
Nossa Viajante Kellyn Colpo em visita ao Taj Mahal

    Tudo começa quando você pensa em procurar um lugar novo para conhecer, seja perto ou longe, grande ou pequeno, badalado ou bucólico, famoso ou desconhecido. Seu peito é tomado por sensações que fazem você viajar muito antes de realmente sair da sua casa. Você se imagina vendo o lugar com seus próprios olhos, fotografando, sentindo os sabores, as vibrações, respirando o ar, passeando ou simplesmente vivendo aquele lugar desejado.
    Conforme os dias se aproximam, a ansiedade vai tomando conta, acelerando o coração e provocando certas sensações que só quem viaja, sabe quais são. Você começa a preparar sua mala, fica em dúvida quanto ao tamanho, ao que deve ser levado, ao que realmente será necessário. Às vezes sentimos vontade de levar a casa toda, parece que tudo nos fará falta e ainda ficamos com a sensação de que se está esquecendo algo.
    Chega o dia, finalmente. Você está tomado pela ansiedade, verifica a sua mala novamente para ter certeza de que está levando tudo o que necessita. Então você se desloca ao aeroporto, feliz e ansioso, faz o check-in e fica aguardando a chamada do seu voo. Você ouve “Atenção passageiros com destino a Cidade do México, embarque pelo portão 7”. Aí, o seu coração dispara é hora de partir com destino a felicidade.
    Voar causa várias sensações, entre elas, medo, adrenalina e prazer. A cada minuto que passa, ficamos mais ansiosos e mais perto do destino. Às vezes, a viagem é longa, então você precisa relaxar, seja lendo, vendo um filme, ouvindo música ou até mesmo dormindo. Voar é tão agradável que você nem sente que está em movimento, parece estar apenas flutuando, pairando no ar como um pássaro livre com todo o céu para si.
    Você acaba adormecendo e quando percebe, está chegando a hora de pousar, coração a mil. O avião começa a descer e você fica mais ansioso, olhos atentos às paisagens, para capturar tudo o que há de novo, diferente, novidade. O avião toca o chão e então você deixa-o lenta e atentamente, faz os devidos procedimentos de costume. Chega a hora de encontrar a felicidade extrema, de saciar os olhos, ver se tudo é como você imaginava, tudo é motivo de curiosidade.
    Você deixa as malas no hotel, toma um banho, descansa um pouco, mas cheio de planos. Assim que possível, você dá a largada para explorar, fotografar, filmar, ver, sentir, respirar, degustar e deixa aflorar todos os seus sentidos. Você começa a perceber que tudo é mais incrível do que você imaginava e do que ouvira falar. Você sente uma emoção indescritível ao ver praças, monumentos, teatros, o quão belo eles são.
    Não há como explicar as sensações que um viajante pode sentir e não há como sentir tais sensações de outra maneira que não seja viajar. Afinal, conhecer Londres, Paris, Amsterdam, Bruxelas, Madri, Berlim, Estocolmo, Tóquio, Moscou, Budapeste, Viena, Roma, Milão, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova Iorque, Los Angeles, Filadélfia, São Francisco, Cingapura, Istambul, Mumbai, Beijing, Xangai, São Paulo, Cairo, Cidade do México, Sydney, Zurique, Frankfurt, Copenhague e assim segue. É uma lista interminável de sensações intermináveis.
    E chega hora de voltar, a hora mais melancólica e patética para um viajante. Hora de dizer adeus ao seu destino e as suas sensações. Hora de sentir aquele aperto no coração, mas ao mesmo tempo aquela felicidade por ter realizado o seu sonho e ter a certeza de que mais viagens virão com outras sensações. Hora de embarcar no avião e ver tudo ficar pequenininho novamente até sumir dos seus olhos, mas se eternizar no seu coração. Boa viagem de volta.

Autor: Cássio Felipe Rogalski

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