Desejo que você
realize todos os seus destinos
Nossa Viajante Kellyn Colpo em visita ao Taj Mahal
Tudo começa quando você pensa em procurar um lugar novo para
conhecer, seja perto ou longe, grande ou pequeno, badalado ou bucólico, famoso
ou desconhecido. Seu peito é tomado por sensações que fazem você viajar muito
antes de realmente sair da sua casa. Você se imagina vendo o lugar com seus
próprios olhos, fotografando, sentindo os sabores, as vibrações, respirando o
ar, passeando ou simplesmente vivendo aquele lugar desejado.
Conforme os dias se aproximam, a ansiedade vai tomando conta,
acelerando o coração e provocando certas sensações que só quem viaja, sabe
quais são. Você começa a preparar sua mala, fica em dúvida quanto ao tamanho,
ao que deve ser levado, ao que realmente será necessário. Às vezes sentimos
vontade de levar a casa toda, parece que tudo nos fará falta e ainda ficamos
com a sensação de que se está esquecendo algo.
Chega o dia, finalmente. Você está tomado pela ansiedade, verifica
a sua mala novamente para ter certeza de que está levando tudo o que necessita.
Então você se desloca ao aeroporto, feliz e ansioso, faz o check-in e fica
aguardando a chamada do seu voo. Você ouve “Atenção passageiros com destino a
Cidade do México, embarque pelo portão 7”. Aí, o seu coração dispara é hora de
partir com destino a felicidade.
Voar causa várias sensações, entre elas, medo, adrenalina e prazer.
A cada minuto que passa, ficamos mais ansiosos e mais perto do destino. Às
vezes, a viagem é longa, então você precisa relaxar, seja lendo, vendo um
filme, ouvindo música ou até mesmo dormindo. Voar é tão agradável que você nem
sente que está em movimento, parece estar apenas flutuando, pairando no ar como
um pássaro livre com todo o céu para si.
Você acaba adormecendo e quando percebe, está chegando a hora de
pousar, coração a mil. O avião começa a descer e você fica mais ansioso, olhos
atentos às paisagens, para capturar tudo o que há de novo, diferente, novidade.
O avião toca o chão e então você deixa-o lenta e atentamente, faz os devidos
procedimentos de costume. Chega a hora de encontrar a felicidade extrema, de
saciar os olhos, ver se tudo é como você imaginava, tudo é motivo de
curiosidade.
Você deixa as malas no hotel, toma um banho, descansa um pouco, mas
cheio de planos. Assim que possível, você dá a largada para explorar,
fotografar, filmar, ver, sentir, respirar, degustar e deixa aflorar todos os
seus sentidos. Você começa a perceber que tudo é mais incrível do que você
imaginava e do que ouvira falar. Você sente uma emoção indescritível ao ver
praças, monumentos, teatros, o quão belo eles são.
Não há como explicar as sensações que um viajante pode sentir e não
há como sentir tais sensações de outra maneira que não seja viajar. Afinal,
conhecer Londres, Paris, Amsterdam, Bruxelas, Madri, Berlim, Estocolmo, Tóquio,
Moscou, Budapeste, Viena, Roma, Milão, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova
Iorque, Los Angeles, Filadélfia, São Francisco, Cingapura, Istambul, Mumbai,
Beijing, Xangai, São Paulo, Cairo, Cidade do México, Sydney, Zurique,
Frankfurt, Copenhague e assim segue. É uma lista interminável de sensações
intermináveis.
E chega hora de voltar, a hora mais melancólica e patética para um
viajante. Hora de dizer adeus ao seu destino e as suas sensações. Hora de
sentir aquele aperto no coração, mas ao mesmo tempo aquela felicidade por ter
realizado o seu sonho e ter a certeza de que mais viagens virão com outras
sensações. Hora de embarcar no avião e ver tudo ficar pequenininho novamente
até sumir dos seus olhos, mas se eternizar no seu coração. Boa viagem de volta.
Autor: Cássio Felipe Rogalski
Nenhum comentário:
Postar um comentário