domingo, 19 de fevereiro de 2017

Do outro lado mundo II


E continuamos acompanhando nossos viajantes pelo mundo, pois eles gostam de viajar mesmo, distância não é problema algum. Na nossa primeira viagem, fomos à índia e hoje faremos uma viagem à Austrália. Nossa viajante Luciana Rossetto escolheu uma das três principais rotas para chegar ao destino, via Santiago do Chile, saindo de Porto Alegre, até lá, foram 23 horas de voo. Para Luciana, todo esse trajeto não é problema, pois ela diz ter alma de viajante   “Eu tenho alma de viajante,  viajei para  muitos  lugares maravilhosos e  planejo conhecer  outros  lugares e culturas diferentes,  pois tenho o sonho de conhecer o mundo.  Viajar é uma das experiências mais enriquecedoras que podemos realizar”. Ela diz que conhecer a Austrália era um sonho antigo, e a vida lhe concedeu esta bela oportunidade ao receber o convite de uma amiga que tem uma filha que mora em Sydney e também outra amiga que mora em Melbourne. Ela aceitou na hora!

     Ponte da Baía de Sydney

Luciana nos conta que visitou Sydney e  Melbourne, também algumas cidades próximas. Ficaram duas  semanas e fizeram várias day trip, que são os famosos bate e volta,  que é quando você visita uma cidade ou lugar próximo durante o dia todo e volta para dormir na cidade principal.

    Em Sydney, aproveitando um lindo dia de sol

    Luciana com sua amiga Beatriz em frente ao famoso Opera House em Sydney

    Passeio de barco em Sydney, uma aventura de arrepiar os cabelos

Como é a cidade de Sydney?


Sydney tem um estilo de vida mais carioca, está próxima às praias mais lindas e badaladas da Austrália e tem entre seus cartões postais, a magnífica Darling Harbour -região portuária que foi totalmente restaurada e abriga atualmente as melhores opções de entretenimento da cidade, cassinos, restaurantes, bares, Opera House e a Harbor Bridge.  E também há praias maravilhosas e belas paisagens de montanha em seus arredores.

    Luciana no Darling harbour

Sydney tem várias praias "fomos conhecer as mais famosas Bondi Beach e Manly Beach." Conta Luciana

   Luciana e suas amigas Beatris e Kellyn  na Bondi Beach

   Piscina publica bem ao lado do mar em Bondi Beach

"Fizemos a famosa trilha que liga as praias de Bondi até Coogee, levou mais de duas horas, e valeu cada segundo, pois passamos por vários trechos lindos com uma natureza incrível e no caminho conhecemos outras praias cristalinas como Mackenzies Bay, Tamarama, Bronte e Clovelly." Conta Luciana 

    Tamarama Beach

                   Mackenzies Bay, uma praia com muitas pedras, pouca areia, mas muito bonita

Os 12 apóstolos





Nossa viajante conta que o lugar que mais a surpreendeu foi os 12 apóstolos, que são colunas de arenito de até 45 metros de altura que se desprenderam do continente ao longo de milhares de anos. Originalmente, existiam 12 torres ao longo da praia, mas hoje restam apenas oito - quatro já caíram devido à erosão natural causada pelo mar – o último caiu em 2005. As oito que restam integram o Parque Nacional Port Campbell. Para visitar o local, a viagem passa pela Great  Ocean Road, rodovia conhecida por seus belos cenários.

E os australianos, como são?


Luciana diz ter gostado de tudo, lugares, comidas e hospitalidade, pois o povo australiano é educado, hospitaleiro e amigável. Ela acrescenta “tenho deficiência auditiva, sei ler e escrever em inglês, mas tenho dificuldade de pronunciar e usei aplicativo no celular para pedir help e as pessoas eram compreensivas e me ajudavam. No hotel, os recepcionistas foram atenciosos e escreveram no papel as informações necessárias e dicas de passeio para eu entender. Fiquei impressionada com a cordialidade!”

                            Como funcionam os transportes? São fáceis de usar?


Deslocar-se pelo seu destino foi muito fácil, conta Luciana “os transportes públicos na Austrália são eficientes, limpos e confortáveis. Com um único cartão recarregável, você tem acesso aos ônibus, metrôs, trens e balsas. Os trens possuem geralmente dois andares e são bem confortáveis.” Uma das formas mais legais de conseguir as melhores vistas de Sydney é pegando uma balsa para algum subúrbio do outro lado da baía.  As principais balsas partem do Circular Quay, o terminal que integra ônibus, metrô e as balsas e que fica ao lado do Opera House. Em Sydney, a melhor forma de conhecer a cidade é caminhando, conta ela. 

Melbourne, a Europa da Austrália


“Fomos de Sydney a Melbourne de avião pela companhia aerea Tigerair. Melbourne é uma excelente cidade para se andar de bicicleta já que é bastante plana e oferece uma boa estrutura por toda a área metropolitana.  Ali tem  tram (bondinho) gratuito que que passa por diversas atrações turísticas."Tem entre seus cartões postais, a Federation Square que é uma área cultural única que reúne um mix criativo de atrações, museus e galerias.

    Federation Square, Melbourne

    Jardim Botânico de Melbourne (com vista para cidade)

Segundo ela, Melbourne é considerada a capital cultural da Austrália, tem um estilo europeu, com muitos museus e  também tem uma vida noturna vibrante com bastantes opções de entretenimento. Nos arredores de Melbourne, há praias lindas como a St. Kilda e a famosa Brighton com seus  bathing boxes ( casas de banho). Ao todo são 82 casinhas coloridas, cada uma com um estilo e pintadas com cores vivas.

    Brighton com seus bathing boxes

    Crown Casino, Melbourne, com a amiga Flávia

    Flinders Street Station em Melbourne

E no último dia?


E no ultimo dia de viagem, fomos ao Morisset Park - fica cerca de 120 km norte de Sydney - onde conhecemos os fofíssimos cangurus, soltos na natureza.

    Morisset Park

Assim como tudo, uma viagem também chega ao fim!!!Perguntamos a Luciana, nossa viajante, se ela recomenda uma visita à Austrália e o porquê. Veja...


Sim, recomendo muito!!!  A natureza na Austrália é deslumbrante. Uma vez em solo australiano, o turista irá encontrar um cenário arrebatador: das praias paradisíacas ao vermelho do deserto; dos arranha-céus das grandes e modernas cidades ao azul imenso do oceano que as cercam. Talvez seja esse contraste que torna a paisagem ainda mais linda. O país é muito seguro para se viajar, seja sozinho ou acompanhado, inclusive para mulheres que viajam sozinhas.  Eu fiquei muito encantada e já estou planejando voltar à Austrália, conhecer outras cidades e a famosa grande barreira de corais.
Uma coisa é certa: a Austrália é apaixonante!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Do outro lado do mundo!

Dolce_viaggio estréia “do outro lado do mundo”, a quase 15 mil quilômetros e 22 horas de voo do Brasil. Um dos países mais singulares do mundo, exclusivo, diferente e que gera muita curiosidade de nós brasileiros. Acompanhamos nossa viajante Kellyn Colpo em sua viagem à Índia, ou oficialmente, República da índia, um país da Ásia Meridional.

Kellyn conta que foi realizar um intercâmbio de novas gerações pelo Rotary Club International, entre agosto e dezembro de 2016. A escolha desse país não foi por acaso “Escolhi a Índia por vários motivos, por ter um choque cultural muito maior do que países da Europa, por exemplo. E dentro do meu programa de intercambio eu fiz trabalho voluntário e estágio na minha profissão que é Design de Moda, outro motivo para escolher a Índia que é muito rica em tecidos.” 

                         Kellyn usando o blazer do Rotary, marca registrada dos intercambistas



Família indiana com a qual Kellyn morou na cidade de Pune, a quase 1.500 quilômetros da capital Nova Déli, mas bem próxima a Mumbai. Ela conta que a família também faz parte do Rotary, tem um nível social mais elevado e já havia viajado para vários países e conhecido diferentes culturas. Era uma família tradicional indiana, “Eu não podia preparar carne de gado ou porco em casa, caso quisesse e encontrasse, teria que comer fora de casa.” Kellyn conta que a sua “irmã” – à direita na foto – já estava se preparando para casar, o que acontece entre os 23 e 25 anos e que praticamente todos os casamentos são arranjados. 

Segundo ela, a família indiana é muito protetora e, nos primeiros momentos da viagem, ela tinha que pedir autorização para sair e dizer aonde iria. Kellyn conta que essa superproteção acontece porque o casamento é arranjado, depois que a mulher casa, é tradição ela morar com a família do marido, o homem nunca sai de casa, continua morando com os pais. Normalmente, as casas são grandes e lá moram os pais, os noivos, filhos e assim segue. É raro encontrar um casal morando sozinho.

Kellyn conta que no tempo livre, aproveitou para visitar importantes pontos turísticos indianos, como a capital, o Taj Mahal e cidade de Dalai Lama. Nestas fotos, ela está no norte do país, onde ficou por 20 dias.

             Na foto, Kellyn está em Mcloud Ganj, cidade do Dalai Lama, lugar de cultura tibetana

                Em Agra, visitando o Taj Mahal, um dos mais impressionantes pontos turísticos do mundo

                                                           Jaipur, Estado do Rajastão

               Já no sul do país, ela viajou por 15 dias e foi onde viu os elefantes pela primeira vez.


                                       Templo de Lord Shiva, sul da India

                                         Pagoda Templo, perto de Mumbai

Ela conta que é tranquilo viajar de transporte público “sem problema algum, claro, com algumas precauções, principalmente para as mulheres, mas você pode andar sozinha na Índia”. Ela diz que a estrutura de transporte é algo incrível, pois há ônibus e trens para qualquer lugar a qualquer hora, há acesso fácil. Também há proteção as mulheres, com vagão de trem só para elas. “O governo indiano é muito organizado em questão de transporte devido à grande população do país.”

Kellyn conta que o lado ruim é o machismo e o fato da mulher ser muito submissa, mas isso tem mudado. “A mulher começou, na última década, a sair de casa, poder morar em outro país, estudar fora, a ser mais independente”.  Ela diz que boa parte dos jovens acredita que este sistema da mulher ser submissa e a família arranjar um noivo, é correto.  Essa submissão foi um choque para mim, já que sou muito independente, saí de casa aos 16 anos, comprei minha casa. Foi difícil conviver em um lugar onde eu tinha que dar satisfação de qualquer coisa que fizesse, sempre saia com roupas indianas, lenço no rosto e eu já chamava mais a atenção pelo fato de ser branca, conta ela.

Este intercâmbio me deu a oportunidade de conhecer muitas pessoas bacanas, ajudar crianças pobres, acompanhar projetos sociais e ver a Índia com outros olhos. Simplesmente sou apaixonada pela Índia, finaliza Kellyn.

Perfil da Índia

País: República da índia
Localização: Ásia Meridional
Moeda: Rupia Indiana
População: 1 bilhão e 200 milhões de habitantes
Principal religião: Hinduísmo (cerca de 80% da população)
Idioma: Há mais de 400, 21 línguas oficiais, mas os principais são Hindu e Língua Inglesa
Fonte: https://india.gov.in/

Finalizamos aqui este breve perfil da viagem da Kellyn. Fique atento aos nossos próximos destinos! Boa viagem!

Por Cássio Felipe Rogalski




sábado, 21 de janeiro de 2017

Desejo que você realize todos os seus destinos
Nossa Viajante Kellyn Colpo em visita ao Taj Mahal

    Tudo começa quando você pensa em procurar um lugar novo para conhecer, seja perto ou longe, grande ou pequeno, badalado ou bucólico, famoso ou desconhecido. Seu peito é tomado por sensações que fazem você viajar muito antes de realmente sair da sua casa. Você se imagina vendo o lugar com seus próprios olhos, fotografando, sentindo os sabores, as vibrações, respirando o ar, passeando ou simplesmente vivendo aquele lugar desejado.
    Conforme os dias se aproximam, a ansiedade vai tomando conta, acelerando o coração e provocando certas sensações que só quem viaja, sabe quais são. Você começa a preparar sua mala, fica em dúvida quanto ao tamanho, ao que deve ser levado, ao que realmente será necessário. Às vezes sentimos vontade de levar a casa toda, parece que tudo nos fará falta e ainda ficamos com a sensação de que se está esquecendo algo.
    Chega o dia, finalmente. Você está tomado pela ansiedade, verifica a sua mala novamente para ter certeza de que está levando tudo o que necessita. Então você se desloca ao aeroporto, feliz e ansioso, faz o check-in e fica aguardando a chamada do seu voo. Você ouve “Atenção passageiros com destino a Cidade do México, embarque pelo portão 7”. Aí, o seu coração dispara é hora de partir com destino a felicidade.
    Voar causa várias sensações, entre elas, medo, adrenalina e prazer. A cada minuto que passa, ficamos mais ansiosos e mais perto do destino. Às vezes, a viagem é longa, então você precisa relaxar, seja lendo, vendo um filme, ouvindo música ou até mesmo dormindo. Voar é tão agradável que você nem sente que está em movimento, parece estar apenas flutuando, pairando no ar como um pássaro livre com todo o céu para si.
    Você acaba adormecendo e quando percebe, está chegando a hora de pousar, coração a mil. O avião começa a descer e você fica mais ansioso, olhos atentos às paisagens, para capturar tudo o que há de novo, diferente, novidade. O avião toca o chão e então você deixa-o lenta e atentamente, faz os devidos procedimentos de costume. Chega a hora de encontrar a felicidade extrema, de saciar os olhos, ver se tudo é como você imaginava, tudo é motivo de curiosidade.
    Você deixa as malas no hotel, toma um banho, descansa um pouco, mas cheio de planos. Assim que possível, você dá a largada para explorar, fotografar, filmar, ver, sentir, respirar, degustar e deixa aflorar todos os seus sentidos. Você começa a perceber que tudo é mais incrível do que você imaginava e do que ouvira falar. Você sente uma emoção indescritível ao ver praças, monumentos, teatros, o quão belo eles são.
    Não há como explicar as sensações que um viajante pode sentir e não há como sentir tais sensações de outra maneira que não seja viajar. Afinal, conhecer Londres, Paris, Amsterdam, Bruxelas, Madri, Berlim, Estocolmo, Tóquio, Moscou, Budapeste, Viena, Roma, Milão, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova Iorque, Los Angeles, Filadélfia, São Francisco, Cingapura, Istambul, Mumbai, Beijing, Xangai, São Paulo, Cairo, Cidade do México, Sydney, Zurique, Frankfurt, Copenhague e assim segue. É uma lista interminável de sensações intermináveis.
    E chega hora de voltar, a hora mais melancólica e patética para um viajante. Hora de dizer adeus ao seu destino e as suas sensações. Hora de sentir aquele aperto no coração, mas ao mesmo tempo aquela felicidade por ter realizado o seu sonho e ter a certeza de que mais viagens virão com outras sensações. Hora de embarcar no avião e ver tudo ficar pequenininho novamente até sumir dos seus olhos, mas se eternizar no seu coração. Boa viagem de volta.

Autor: Cássio Felipe Rogalski